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Sola - OVA 2




"Sola" é um bom animê. Não é lá espetacular, mas é divertido, como já mostrei na resenha da série, e na do primeiro OVA, com uma qualidade bem abaixo da série.
Mas o segundo OVA promete ser bem melhor, então vamos dar uma olhada!






A história começa antes da série. Sim, isso mesmo, o OVA é, nada mais nada menos que o Episódio 0 de "Sola", mostrando nossos personagens em seus Mundos Normais.

É um episódio interessante, pena que prejudicado pelo ritmo. É como se os eventos narrados durassem menos tempo que eram pra durar, mas os produtores decidiram "lerdar" um pouco o ritmo pra poder caber na média de 20 minutos. O que não faz muito sentido, já que é um especial, podendo ter o tempo de duração que precisasse.



Pra quem já assistiu a série, não tem grandes surpresas, apenas as coisas vão se encaixando melhor. Temos indicações do que Matsuri fazia pra matar o tempo, vemos Takeshi se preparando para enfrentar Matsuri, assim como o relacionamento de Yorito com o céu e com o resto do elenco feminino.



Assim como aquela guria chata e irritante da Sae, que nesse especial levou uma latada na cara, seguido de uma queda da escada.

É, eu ri. Muito.

A animação é boa, no mesmo nível da série. Nada muito espantoso, por sinal. O character design continua o mesmo, inclusive com os narigões em ângulos de perfil, o que acaba sendo bom, por continuar fiel à série.




Interessante notar que, o final do episódio, é exatamente o começo da série, com Yorito indo bater uma foto do nascer do sol (inclusive, é contado em detalhes o motivo de ele fazer isso), e o encontro com Matsuri, tudo ao som de Binkan na Fuukei, mesma música que abre o primeiro episódio da série.

Em resumo: o segundo OVA de Sola é melhor que o primeiro, e que ainda funciona como Episódio 0. Dá inclusive pra ver ele antes da série, pois não estraga nenhum spoiler da mesma. Um extra que conta melhor o começo da série, mas dispensável para o entendimento da mesma, apenas para passar o tempo.

Mais imagens:



Dó-ré-mi-fá-SOLA-si-dó - OVA 1


"Sola" é um animê bom, isso eu já falei na minha resenha da série. Hoje falarei de um OVA que a série possui.

Geralmente OVAs servem pra explicar alguma coisa na história, seja uma expansão, seja detalhamento, explicar algum acontecimento específico, ou simplesmente divertir o público sem muito compromisso.

Será que Sola terá um OVA à altura?
*suspiro* Em frente...


...ignorem o título, a propósito. Eu tenho o direito de brincar um pouco, oras.
Aliás, isso foi uma ideia que vi em uma resenha em inglês, então não briguem comigo, sim?





A história se passa (até onde pesquisei) entre os episódios 4 e 5, e começa em algum festival aleatório, onde Mana e sua irmã menor Koyori brincam numa espécie de bingo. Mana consegue lenços, e Koyori consegue uma penca de entradas pra um spa.
Digo uma penca, porque quem vai pro spa é Koyori, Mana, Yorito, e 3 amigas da Mana: Sae, Chisato e outra guria cujo nome não é mencionado, mas que curiosamente é a menos irritante das 3.





Aono não pode ir ao spa porque ainda está no hospital, mas Yorito vai ao spa principalmente pra comprar um boneco do mascote pra sua irmã.


Matsuri não vai ao spa, porque ela é uma Yaka e queima sob a luz do sol.
Guarde essa informação, irei usá-la mais à frente.


Graças à Lei da Conveniência Universal, Takeshi e Mayuko também ganham entradas para o mesmo spa através do mesmo jogo no mesmo festival aleatório.

Que coisa, não?


Enfim, é óbvio que os dois grupos acabam se encontrando, o que gera mal-entendidos por todos os lados.

Primeiro falarei dos aspectos técnicos, depois voltarei à história.


Não sei se foi alguma coisa da versão que peguei, mas a qualidade gráfica não está tão boa. Parece um pouco velha e desgastada, mas ao mesmo tempo parece recente. Não sei bem como definir, mas ficou estranho de qualquer modo. E olha que há momentos de flashback no meio da história que ficou com a qualidade normal.
A animação não há nenhum problema, fora que vez ou outra muda um pouco o estilo de desenho para mais cartunesco, mas não é nada que incomode muito, e até combina com o clima.

Porém... Não sei se isso é uma coisa boa...

O clima é mais leve, isso é certeza. Como falei, há OVAs que são só pro público se divertir sem compromisso, um pouco de fanservice, talvez. Mas aqui... Oh, garoto...


Há muito fanservice, mas não exatamente do nível irritante, mas o problema é que na série pra TV, não teve praticamente nenhum fanservice. E não é exatamente o fanservice que me irrita aqui, mas sim as personagens.

Já falei que odeio a Sae (personalidade irritante, voz irritante, enfim), e ela está aqui novamente. Stalkeando.
...tá, a gente sabe que ela tem uma queda pelo Takeshi, mas... Cara...

...cara. Sério. Isso já é demais, considerando que ela pediu à Mayuko para chamá-la de mãe momentos antes.

Outra personagem que irrita bastante é Chisato, que adora coisas fofinhas. O problema é que a reação dela mediante à Koyori e à Mayuko chega perto de pedofilia. A menos que ficar abraçando e apertando uma criança dizendo "AIN COMO ELA É FOFA EU QUERO LEVAR PRA CASA" seja algo extremamente normal.


O roteiro também tá bem forçado. Certas coisas nele não parecem muito naturais, até mesmo o que deveria ser uma piada, como Koyori e Mana fazendo propaganda do spa, parecem forçados demais.


Acontece que lá pro fim, Matsuri aparece no spa com Yorito. Momento fanservice total, feito para adolescentes com hormônios à flor da pele irem à loucura. (Ou não, né.) Mas o mais interessante é como Matsuri chega no spa.
Ela disse que tava passando na rua, daí um carinha disse que ela era bonita, e deu pra ela um detergente e uma entrada pro spa.
Não sei se foi um plot twist ou alguém ativou a carta "Lei da Conveniência Universal".
Eu aposto na preguiça aliada ao fanservice.


Ok, agora vejamos. Matsuri apareceu apenas à noite, certo? Certo. Porém, eu tenho uma dúvida.
Mayuko também sofre danos ao se expor ao sol. Podemos ver que entra muita luz do sol porque tem janelas maiores que... sei lá, alguma coisa muito grande. Então como raios Mayuko não se feriu?

Enfim, a série que era um romance/cotidiano/sobrenatural teve um OVA harém, e sem nenhuma qualidade. É um especial desinteressante, irritante, e que não acrescenta nada à série, sendo esse acréscimo produtivo ou não. Se quer uma dica, passe longe, você não vai perder nada.


















Sae está te stalkeando.
Não olhe pra trás agora.


Sola - TV

Protagonistas

Eu tenho um método pra ir atrás de algo pra ver: vou pelo nome mais estranho.
Os nomes mais longos e cheios de sílabas, ou os mais simples mas que não fazem o menor sentido. Isso quando alguém não me recomenda.
"Sola" foi um dessas séries.
O que eu ouvi dessa série é que era um romance. Bem, eu vi uma vez, e não captei muito bem. Vi duas e... Bom, é bem sutil. Mas é uma série agradável? Me acompanhe.






Aono e Yorito. Irmãos...? Então tá.

Pra começo de conversa, uma pequena explicação. "Sola" é, na verdade, é um "mixed media", ou seja, é um trabalho com mídias variadas. Foi lançado o mangá, com conceito concebido por Naoki Hisaya (que trabalhou mais jogos de simulação de encontro) e character design de Naru Nanao (que também trabalhou em jogos de simuladores de encontros). O mangá foi desenhado por Chako Abeno (que não fez nada muito conhecido). Depois do mangá, foram lançados CD Dramas, e enfim foi lançado o anime. (Se puder, resenho as outras mídias também.) Estarei resenhando apenas o anime por hoje.

O Design Character é simples, mas bonito e funcional.

A história mostra a vida de Morimiya Yorito, que é um cara que ama o céu e tira fotos do mesmo a todo momento. Não importa o que esteja acontecendo, seja uma aula, horário vago, no metrô, um ataque do Godzilla ou qualquer outra coisa, ele vai estar olhando pro céu.

Yorito tem uma irmã doente chamada Aono, que não parece ser irmã dele, mas enfim. Ela é muito fraca, e está no hospital desde que eles se mudaram pra cidade. Nas visitas do hospital, Yorito conhece uma garota chamada Mana, que é a irmã mais velha de Koyori, que também está no mesmo hospital de Aono e fez amizade com a mesma.



Mas o nosso protagonista Yorito entra no Mundo Especial apenas quando, em uma madrugada, vai bater a tão sonhada foto do mais belo pôr-do-sol. Nisso, ele vê uma garota que está chutando uma máquina de sucos/chás/refrigerantes/energia do Megaman. Daí ele ajuda ela, eles começam a conversar, e ficam amigos. Mas a garota (que se chama Matsuri) some misteriosamente. Yorito faz umas pesquisas e descobre que ela mora numa igreja.

Ao chegar na igreja, ele se depara com Matsuri lutando com um cara de espada chamado Takeshi. Após a luta, Yorito leva Matsuri pra casa pra cuidar dela.

A partir daí se desenrola toda a história da série.


O enredo em si é muito bom. Tem um certo romance no ar, mas é algo muito (MUITO) sutil, em alguns pontos. Mas não é só isso, ele inclui drama também, com Aono e Yorito e o relacionamento entre os dois. (sério que eles são irmãos?)

Yorito é... Como posso falar... Ele parece um cara... Perdido... Não sei bem como dizer. Também não sei se é bom ou ruim. Digo, ele se importa mais em tirar fotos do céu do que qualquer outra coisa, ele deve ser meio desleixado, mas isso fica pouco claro em alguns momentos.



Matsuri é o tipo de personagem idiota mas adorável. Aquele personagem que não sabe lidar bem com certas coisas comuns para nós (como usar o microondas, por exemplo), mas que acabamos dando um risinho de canto por ela ser extremamente adorável. Ao mesmo tempo, é uma personagem forte.

Mana... Ela meio que cuida do Yorito. É ela quem geralmente faz a comida e faz companhia a ele. (A propósito, isso é comum? Não é a primeira vez que vejo esse tipo de coisa acontecer. Alguém que tenha mais informações, por favor, responda.)

Koyori é a irmã menor adorável da Mana. Não é muito útil, mas tem lá sua utilidade.

Aono... Ok, na primeira metade ela não faz raio nenhum, nem sequer demonstra muitas emoções, a ponto de me irritar. Não que eu não goste de personagens quase sem emoção. Eu gosto quando são bem usados. Yuki Nagato e Felli (Koukaku no Regios) são exemplos. Mas é que... A Aono é muito monossilábica. Yuki também era, mas ela era um alien cibernético ou algo do tipo. A partir da metade, Aono melhora e passamos a entender melhor a personagem.



Takeshi é o carinha que quer matar a Matsuri. Não posso revelar o motivo, porque já dei spoiler demais, mas digamos que ele quer salvar uma amiga (Mayuko) que ficou presa num corpo de criança. (Sim, o relacionamento entre os dois é meio estranho algumas vezes.)

Ainda sobre os personagens, há os personagens que são quase figurantes, que são as colegas de classe da Mana. Elas só vão ter importância grande em um dos OVAs, mas uma delas tem importância maior... Infelizmente. Pra cê ter ideia, eu nem lembro o nome dela, mas ela é meio que fundamental pra continuar a história a partir de certo ponto. O que é chato, porque ela é uma personagem irritante, com uma voz irritante, com um jeito irritante de falar e de agir, e que, ao que parece, deveria ser mais desenvolvida mas é tão profunda quanto um pires.


A animação é muito boa. Na maior parte do tempo, é mais diálogo, mas ainda assim são cenas bem-feitas. As cenas de luta também são muito bacanas, em especial quando se aproxima do final. Algumas vezes o desenho fica estranho, como alguns ângulos onde o nariz fica maior que o normal, mas pouquíssimas cenas são assim. Destaco também as cenas que mostram o céu. Não me importa se são desenhadas ou reais, essa série me ensinou a ver a beleza do céu (além de que comecei a gostar de fotografia) e as imagens são realmente belas.

Ângulo deixou o nariz de Aono estranho.

Destaque também para as canções, muito belas e cheias de sentimento semelhante aos dos personagens e que casam bem com as cenas (elementos fundamentais pra uma série com tema próprio)

Como já falei, a história tem muito drama e um pouco de romance, e é interessante porque o drama se funde com o sobrenatural, e os mistérios vão se resolvendo aos poucos. Porém, tem algumas falhas de roteiro.
O romance é bem sutil, mas é bem criativo e
foge um pouco do padrão.
Alguns pontos são questionáveis:
-Onde raios estão os pais de Yorito e Aono? Os pais de Mana e Koyori temos uma explicação (meio fraca e com seus questionamentos, mas ainda assim é uma explicação), mas e quanto aos protagonistas? A propósito, já falei que eles nem parecem irmãos?
-De onde Takeshi tira dinheiro pra sustentar a Mayuko? Ele vive comprando comida pra ela, mas nunca o vemos trabalhar.
-Mayuko diz que Takeshi foi um tipo de agente. Que tipo de agente? Porque não nos dizem nada?
-O que raios acontece na cena onde Matsuri mostra a verdade sobre a origem de Yorito? Sério, não faz muito sentido.

Uma das coisas que não gosto na narrativa são alguns flashbacks meio que inúteis. Digo, acontece algo, daí pulamos um tempo, temos umas 2 ou 3 falas, flashback da primeira cena, voltamos ao presente. Não que deixe confuso, mas alguns desses são tão inúteis que não há motivo para fazê-los. Nada que tire o brilho, claro, pois esses flashbacks são muito poucos, mas ainda assim incomoda ao assistir.

"Sola": um drama romântico com papéis voadores que cortam.

Enfim, a série é boa?
Bem... Eu diria que sim. Digo, é uma série que tem seus erros de roteiro, seus furos, mas ainda assim é agradável de assistir. É algo legal pra ver pra fugir da rotina dos Shonens, e é uma série curta (13 eps.), dá pra ver rapidinho.
E o legal é que ainda traz uma pergunta: o que significa estar vivo, existir, ser humano?
Enfim, é uma boa dica se quiser ver algo mais diferente do que o normal.