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Pilotos Muppet Show



Durante o desenvolvimento de Muppet Show, foram feitos dois especiais para a TV, Valentine Show em 74 e Sex and Violence em 75. Ambos mostram vários traços do que viria a ser o Muppet Show.

E agora, vamos dar uma olhada neles, mais por curiosidade mesmo. Me acompanhem:




Muppets Valentines Show



Começa com um boneco cantor estiloso perguntando o que é o amor. Até que Mildred, a Pterodáctila roxa idosa, diz que amor é uma coisa simples.

E claro, eles começam a cantar sobre o amor!

COMO VAI SABEEEEEEER...

A conclusão que eles chegam é que "Love is a Valentine".
...eu não vou discutir. Eles são bonecos, devem saber o que falam.



Após esse número de abertura, se iniciam os esquetes em si. E cara, são chatos. Muuuuuito chatos.
Em geral, eles tentam ser engraçados. Tem ideias e conceitos que foram usados no Muppet Show, como usar uma celebridade, músicas, números de dança... Mas são sem inspiração, as piadas não tem timming, e muitas vezes nem sentido.

De fato, eu consigo me lembrar de pouquíssimas coisas do especial. Lembro que o Muppet de óculos (cujo nome não me recordo) era quase um alter-ego do escritores, pois escrevia e coisas aconteciam; lembro beeeeem vagamente da música onde Kermit passa pela clássica história "disputa pela mão da donzela mas que no final ela fica com um terceiro cara" (que aqui tem um pouco de trapaça. Uma boa ideia, no entanto, já que usa uma informação previamente dada ao público fora da canção).

Mas o ritmo é horrendo, ele tende a ser muito lento (provavelmente porcausa do tema), e enfadonho, especialmente nas canções da celebridade.



Eu acredito que a culpa seja da produção. Jim Henson estava apenas dirigindo e atuando, não estava envolvido na produção ou roteiro (pelo menos não aparece nos créditos). Fora também que eles precisavam escrever esquetes que se encaixassem no tema, o que, nesse estágio, certamente amarrava muito as mãos dos escritores.

Logo depois, um outro especial foi concebido, chamado...

Sex and Violence



You know, a family picture!

É, o título também me pegou de surpresa quando eu descobri os pilotos. Olhei na Muppet Wiki, Wikipedia, IMDB, e Youtube. Aparentemente o propósito era criticar o excesso de sexo e violência na TV, ao trazer algo mais... Simples e inteligente? Eu sei lá, também não entendi a explicação.

Esse piloto tá mais perto do que conhecemos como Muppet Show (incluindo o título "Muppet Show" logo após o título "Sexn and Violence"), e contém ideias mais bem elaboradas, e o elenco praticamente idêntico ao do Muppet Show. Como era de se esperar, foi escrito por Jim Henson.



O episódio anda pra lá e pra cá nos esquetes e nos bastidores, onde aparentemente tem a chefia do programa, formada por Sam a Água e pelo personagem que viria a ser o maestro do Muppet Show, cujo nome sempre me esqueço e que me lembra o design das criaturas de Fraggle Rock.



Embora não tão engraçado ainda, o episódio mostra que tem ideias mais bem trabalhadas. Os conceitos são apresentados, personagens são introduzidos, a comédia está lá, pronta pra ser libertada, ou pelo menos lapidada. Ainda tem os esquetes mais puxados pro conceitual, como o das criaturas que falam em gibberish, e meu favorito desse episódio, o dos pássaros que só falam uma frase cada.
...é, parece bobo, mas é muito bem executada, e mostra o potencial da equipe.



Outros quadros foram adaptados, como o do Monte Rushmore, que virou (aparentemente) o quadro das casas. Assim como sua contraparte, tem uma ideia MUITO boa, mas que não é tão bem executada.
Outro quadro que foi adaptado foi o de Waldorf e Statler, que tem uma ideia bastante parecida com a do Monte Rushmore e das Casas (personagens sem muito o que fazer em um cenário estático trocando trocadilhos). Ainda bem que eles se tornaram os críticos malvados que conhecemos hoje.



O resto dos quadros tenta ter uma piada, tenta fazer algo, mas a ideia não está completa, muita das vezes. Tem um plot central da chegada dos 7 Pecados Capitais pra decidir qual é o pior no final, e eu ainda me pergunto se foi uma piada que valeu a pena.


BTW, melhor voz da Janice.


Ainda assim, vale a pena assistir? Depende... Se você é um entusiasta dos personagens, ou de Jim Henson, e está curioso, vale a pena sim. É um retrato histórico sobre a evolução da série, dos personagens, e de Henson e sua equipe.


 Mais imagens:

















Arcee - Transformers Prime Action Figure


Eu não sou exatamente um fanzaço de Transformers.

Eu não vi muitos desenhos, não conheço muitos personagens, e quase tudo que sei sobre a franquia veio do Blog do Amer. No entanto, eu assisti com certa frequência Transformers Prime, e criei uma imensa simpatia com Arcee, por ela ser (na minha opinião, claro) uma das personagens mais dramáticas na série.

Assim, me senti quase na obrigação de desembolsar 70 Gold pra ter uma figura de ação na minha coleção.




Ok, comecemos pela embalagem.










Essa versão da Arcee é da linha Robots in Disguise, e é tecnicamente uma segunda versão da figura, já que outra linha havia feito a personagem pouco antes.

É uma embalagem simples e bonita, que dá um certo gosto em segurar.
...embora eu não consiga descrever ou entender a frase acima.



Logo abaixo do plástico com a figura tem um manual de instruções de transformação, que segundo o manual, é nível 2-Intermediário.

Eeeehhh... Nem tanto, mas já vemos isso.

O manual é muito bem explicado, com o modelo todo cinza com a parte a ser movida em vermelho, e com sugestões de como as armas podem se encaixar (não ficando limitada a elas, bote a lâmina na roda da frente enquanto robô, fica maneiro).


A figura vem com duas armas: um rifle e uma lâmina cortante.

A lâmina se encaixa no rifle, e ambos podem ser acoplados tanto no modo moto quanto no modo robô, tanto a lâmina no rifle quanto ambos separados.

As peças são bastante detalhadas, embora a lâmina seja totalmente cinza, enquanto na série contém pedaços azuis.

Outro ponto que me foi lembrado pelo meu amigo Gui é que na série, Arcee possuía duas lâminas.
...porque ela não vem com duas lâminas é um mistério, uma vez que ficaria 20% mais legal com duas lâminas na roda.





Falemos sobre o modo moto. Eu não faço ideia de qual modelo seja a Arcee, mas na minha mente é uma moto esportiva japonesa e que eu juro que é uma das motos disponíveis em GTA: San Andreas.



E vejam só, ainda tem descanso pra moto, caso você queira deixar ela exposta como uma réplica de moto. Pequeno toque, mas é interessante.


A parte traseira deixa à mostra as mãos de Arcee, o que me faz imagina que numa missão real isso poderia denunciá-la, mas divago, o design é bem fiel ao modelo de moto.



E vamos à transformação. O primeiro passo é abrir as "asas" de Arcee, que enquanto na série são asas semelhantes às do Anjinho, na figura lembram mais o Céuboy.

...mas que raio de analogia.







Após a abertura das asas, puxe a peça que contém as asas e a roda totalmente pra trás, girando  a peça com pneu, então abra os braços, para tirar as mãos do caminho para que as pernas possam vir.


Interessante notar que há um mecanismo de engrenagem (imagino eu, não manjo muito de engenharia) que liga a cintura e o busto com a cabeça. Ao mover a cintura, a cabeça automaticamente aparece pra dizer "oi".

E se a cabeça da sua Arcee não disser "oi", então seu brinquedo está com defeito e eu sugiro que você volte na loja e troque por uma versão funcional.

Enfim, após tudo isso, sua Arcee deverá parecer um monociclista de sinal fechado em troca de uns trocados, assim como na figura:



E então faltará o último e mais doloroso passo para a conclusão: os pés.





Abra esse pedaço que segura o pneu e que eu juro que não sei se tem nome específico mas o meu amigo Àlvaro vai vir correndo me dizer após ler este parágrafo desprovido de vírgula não sem antes tomar um ar pra respirar. E é então que entra a parte difícil.



Veja bem, a roda é composta de duas partes que se completam, assim como as metades da laranja, dois amantes, dois irmãos, duas forças que se atraem sonho lindo de viver. E tal qual casais irritantes que ficam se tratando com um nível de "carinho" que seria estupidamente alto até pra Homer e Marge Simpson, as metades são extremamente difíceis de se separar.

Se for tentar abrir com unhas pequenas, desista. Se for com unhas grandes, vai doer um pouco, mas com um pouco de paciência e jeitinho cê consegue abrir. Minha sugestão é que se use uma lapiseira daquelas com ponta, ou tampa de caneta. E treino, porque abrir ele em movimento é meio complicado. Mas uma vez que se faça duas aberturas, o resto é moleza.

E talvez por isso essa figura esteja no nível 2.


E aqui nós temos Arcee em toda o seu esplendor e flash ridiculamente desregulado da câmera.








De movimentação, a figura tem 15 pontos de articulação (braços, mão, pernas, etc); e ao todo cerca de 30 (pelo que pude constatar, alguns contam 40). Mas isso não conta muito, já que a articulação é um tanto quanto fraca, em alguns pontos.

Veja bem, ela é variada e dá pra fazer umas poses bacanas. No entanto, a parte azul do braço se move apenas em uma direção, e não tem a liberdade esperada de uma junta esférica. Se forçar o braço pode sair (mas facilmente remontado, não se preocupe se algo assim acontecer).


Por algum motivo, eu AMO
o design "cheio" das pernas dela.
Outra coisa muito bacana é a parte de plástico transparente atrás da cabeça 


Que tem ligação com os olhos e nos permite tirar fotos excelentemente épicas como


A seguir, tentei algumas poses com ela.




















É... como deu pra notar, outros bonecos não servem bem pra montar ela, devido ao tamanho das "asas", coisa que aparentemente não acontecia com tanta frequência com a versão anterior.



A versão robô é extremamente fiel à personagem, e embora não seja padrão FIGMA de fidelidade, por si só é uma boneca bonita e que dá pra fazer algumas poses, embora limitadas.

Se tiver uma grana sobrando e for muito fã da Arcee, vale a pena ter na coleção.