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Kamen Rider Gaim




O fandom de tokusatsu é ao mesmo tempo algo fascinante e monótono, em se tratando de séries novas. Monótono porque sempre temos a mesma reação inicial de rejeição, e logo depois a série surpreende por ser muito boa (com algumas exceções). Fascinante pelo exato mesmo motivo, SEMPRE vai ter aquele grupo de pessoas do fandom que vai odiar o visual e prevê o fracasso total da série ou mesmo do gênero como um todo.

Junto a eles temos aqueles fãs abilolados que ainda não entenderam o conceito de tokusatsu, mas eu divago.

Graças a Deus, eles não são maioria no meio (até onde vejo).

E assim como foi com Kamen Rider W, Kamen Rider Gaim sofreu do mesmo preconceito ruim.

E deu um tabefe na cara de cada um desses indivíduos.




A história gira em torno de uma cidade nova chamada Zawame, projetada pra ser uma espécie de cidade artificial ou… Algo assim. Nessa cidade se desenvolveu uma subcultura das ruas envolvendo danças de rua, e as equipes disputam entre si usando cadeados (chamados de Lock Seed) e invocando criaturas conhecidas como Inves e duelando com elas. Até que um dos membros, chamado Kouta, consegue um cinto e uma Lock Seed diferente, permitindo que se transforme num Kamen Rider.

Então, sim, o conceito é bem misturado e zuado. São gangues de dançarinos que usam pokémon pra duelar por território, e se transformam em guerreiros feudais com temática de frutas… Conceitualmente, uma série encomendada descaradamente pra vender brinquedos (eles fizeram uma pesquisa e laranja é a fruta favorita da maioria das crianças japonesas). Então, porque deu tão certo?




O produtor e roteirista souberam como entender cada aspecto do roteiro: das disputas por território, do conceito de frutas que permeia toda a série, da dança, e conseguiram fazer com que fosse algo sério. As disputas por território e poder acabam muito semelhantes às disputas de influência de uma guerra (especificamente, o período Sengoku, que permeia toda a série), a ponto de na reta final termos 3 vilões um contra o outro, dois em aliança de paz esperando o momento certo pra puxar o tapete.


E o melhor é que a série faz isso de uma forma gradual, pouco a pouco os Riders vão aparecendo e mais lentamente ainda vão mostrando seus verdadeiros interesses, temos tempo pra apreciá-los e conhecê-los. De fato, é curioso como o personagem menos interessante é o Kouta. Não que ele não seja identificável com o público, mas os outros Riders (em especial Kaito e Pierre) tem uma história tão mais interessante e personalidades tão mais divertidas, nos dois extremos, de fato.



Isso significa que eles deixam Kouta de lado? Não, ele é só o típico herói desajeitado, mas que gradualmente amadurece, à medida que as coisas vão ficando mais e mais sérias.

É engraçado como a série começa toda divertidinha, com dança, luta, etc, e na reta final fica uma disputa de poder político com uma ambientação quase de apocalipse zumbi.

Cada personagem tem suas motivações de luta muito fortes, e cada um tem seu tempo de respirar, pra que tu possa se importar com eles (alguns mais, outros menos, mas tem). Quando acontece alguma baixa, tu consegue de fato se importar com eles e como eles reagem a isso.



As lutas são fantásticas, muito bem coreografadas, bem dirigidas, e extremamente divertidas de assistir. Os brinquedos que eles tem que empurrar goela abaixo nas crianças não se sente que tão lá “porque sim”, eles tem um propósito, mesmo que dure por pouco tempo.

Se eu tivesse que escolher algum ponto negativo, eu diria que tem dois episódios passáveis, o do Kikaider e do futebol. São dois derails na história geral e servem de tie-in pra outras coisas. Filler em sua grande essência.



Mas ainda assim não é o suficiente pra tirar o brilho dessa obra-prima. Uma série que tinha tudo pra ser uma série boboca sem cérebro feita pra vender brinquedos, que nos deu história bem desenvolvida e narrada, personagens identificáveis e tridimensionais, e um excelente uso de todos os conceitos aleatórios que foram dados nas mãos da produção.


Eu só lamento não poder falar tanto porque cada surpresa, cada giro argumental tem um fator importantíssimo na qualidade da narrativa. It's that good.


É uma série surpreendentemente boa. Assista a pelo menos os 10 episódios iniciais, não vai se arrepender.

Mais imagens:












Kamen Rider Amazon

Então, mais uma resenha! Dessa vez, nos aventuraremos no mundo do Rider que deveria ser o mascote oficial da Copa do Mundo!
Porque ele é violento!
Piada falha, por favor clique abaixo e esqueça o que leu.








Kamen Rider Faiz - S.H.Figurarts



   No SANA deste ano, na sala tokusatsu, foi realizado um sorteio seguido de um quiz (de uma só pergunta). O sorteado teria que responder a uma pergunta e se a resposta estivesse correta, levaria para casa esse boneco do Faiz S.H.Figuarts. Bem, eu não fui sorteado, mas como quem foi não sabia a resposta, eu mesmo respondi, e acabei ganhando o prêmio! Enfim, vamos ao boneco.







    S.H.Figuarts é uma série de action figures criada pela Bandai. Ela segue os detalhes originais dos personagens (não confunda com reprodução em escala).






  Na primeira vez q eu tentei tirar ele da proteção de plástico foi quase impossível. Pensei que ele tivesse sido embalado a vácuo, mas a dificuldade foi responsável por "travas" no plástico.


  Ele veio com todos os itens: FaizDriver FaizDriver, FaizPhone (de tês formas diferentes), FaizShot, FaizPointer e a FaizEdge. Veio também com três pares de mãos: punhos fechados, mãos meio abertas e um par formado pela mão que segura os itens e o punho com o FaizShot.











Há pequenos buracos na perna direita do boneco para que o FaizPointer seja encaixado.

*CLICK*


  A única parte que eu não gostei foi que não veio um suporte no conjunto, e foi um sacrifício para mantê-lo em pé. As articulações são um pouco rígidas, mas ideais para as poses. O boneco tem quase 30 pontos de articulação, incluindo articulações nos pés... nas pontas dos pés!


    Infelizmente, a memória da minha câmera é muito limitada, e o cartão de memória dela quebrou... no meio. Por isso não consegui tirar muitas fotos.



Essa foi a pose mais legal que consegui fazer, devido a falta do suporte.


Minto, essa foi a pose mais legal.


 Henshin! Huh?
"Você não possui créditos para continuar sua ligação..."




Rider Kick! (sem suporte, só a minha mão)


Bem... é isso. eu ganhei ele de graça, mas o preço real dele é de 38 dólares, cerca de uns 80 reais. Vale muito a pena.









Kamen Rider Decade SIC


Graças a meu trabalho de chocolateiro, eu comprei algumas coisas pra mim (não muitas graças às amigas que ganharam presentes), como um botton da Haruhi e um boneco do Decade SIC.

SIC, pra quem não sabe, significa "Super Imaginative Chogokin", que é uma linha de bonecos com visuais reimaginados. A princípio, eram apenas de heróis de Shoutarou Ishinomori, mas agora são feitos de Kamen Riders.







A embalagem é boa, resistente, mas nada fora do normal. Meu único problema com ela foi o modo de organizar o plástico que guarda o boneco. Me acompanhem:


Veem essa parte qe tem a espada e boa parte do corpo do boneco? Então, ela é removível, como dá pra ver. Isso seria de boa se o capacete e o álbum das cartas não ficasse caindo ao tirar. Podem reparar que, acima do àlbum de cartas, há um espaço vago. Os desavisados que forem tirar essa parte com 98% de certeza vão derrubar o álbum e o capacete extra.


Falando no capacete extra, eu gostei bastante dele. Um capacete é o capacete normal, baseado no que vemos na série. O outro é baseado no capacete usado em Movie Taisen 2010, onde o Decade vira DUMAU.







O suporte é bom, bem resistente, e dificilmente sairá da posição, devido ser bem apertado. Mas eu diria que ficou muito apertado... Em alguns momentos, tive que botar mais força que o normal pra mudar a posição, o que pode ser um probleminha na hora de posicionar o boneco. Não é sempre, já amoleceu, mas vez ou outra ainda fica meio duro demais.




Ok, então. Falemos do boneco em si. Como falei, é uma releitura da armadura original, deixando ela mais séria, de certa forma.



E eu achei a armadura até bonita. Não é uma armadura que eu gostaria de ver na série, mas é um visual alternativo bacana.
E eu que gosto de detalhes não posso reclamar. O boneco é bem detalhado e enriquece o visual geral da armadura.








Há uma coisa que eu gostei bastante no boneco. Normalmente essas figures vem com um buraco nas costas (ou no cabelo) para se encaixar o suporte.
Não é diferente do Decade, mas a diferença é que ele vem com uma espécie de botão para cobrir esse buraquinho.










Sobre as partes extras. Acompanha o boneco, além do capacete extra, 3 pares de mãos: um par dando soco; um segurando algo; e um par de mãos abertas.





O álbum do Decade é igualmente caprichado, mesmo sendo muito pequeno. Há um acessório usado para prender ele ao cinto de Decade, mas pode ser desconectado do cinto bem como do álbum (dã).






Além disso, o álbum vem com seus modos alternativos: normal, pistola, e espada.





O boneco é bem articulado, com quase 30 pontos de articulação. Mas ainda assim tem algumas limitações, como os antebraços, que vez ou outra complica o movimento. Mas nada de mais.







Bagunça pras fotos.




Então é isso. O boneco é bem legal, bem detalhado, articulado, os itens extras também estão bem feitos, mesmo pequenos. Paguei 70 conto, mas ele vale na verdade, cerca de 35 reais. Mas valeu a pena (mas teria valido mais se eu tivesse comprado pela internet).